Club de
Presidente Venceslau

ROTARY VENCESLAU PARTICIPA PALESTRA COM O TEMA GÁS DE XISTO EM MIRANTE DO PARANAPANEMA.

Postado em: 03 de Maio de 2017 por Rotary Club de Presidente Venceslau

O Rotary Club de Presidente Venceslau, representado pelo seu Presidente Eleito 2017/2018 Álvaro Carlos da Silva e o Rotariano Gelson Rigobello bem como o Geólogo Benjamim Carrasco, onde estiveram participando de palestra em Mirante do Paranapanema, ministrada pelo Procurador da Republica Dr. Luis Roberto Gomes, promovida pela OAB 230ª Subseção de Mirante do Paranapanema e apoio do Rotary Club daquela cidade.

O tema da palestra foi a exploração do gás xisto pelo método do fraturamento hidráulico (Fracking). Segundo o Procurador da Republica a técnica consiste na perfuração do solo para a injeção, por meio de tubulação, de 7 a 15 milhões de litros de água e mais de 600 produtos químicos, inclusive substâncias cancerígenas.

Danos ambientais

Em relação aos danos ambientais, o fracking é eminentemente destrutivo, uma técnica de desenvolvimento insustentável, que não pode ser aceita porque a ANP simplesmente assim o quer, sem um amplo debate com a sociedade brasileira, mormente quando se discute e se incentiva mundialmente, a produção de energia limpa (por exemplo: solar, eólica e de biomassa), sem passar pelo nefasto caminho do fracking como back-up intermediário. A exploração do gás de folhelho é muito mais complexa e destrutiva do que a do gás convencional. Não há como comparar. O gás de folhelho não se acumula em estruturas geológicas, em espaços próprios como o gás convencional, que se aloja em “bolsões”. Mas impregna toda a rocha em pequenas películas.

Os poços convencionais são espalhados com alguns quilômetros de distância um do outro e duram vários anos no mesmo lugar. Já na exploração do gás de folhelho, não só o processo é muito mais drástico (com a explosão e o fraturamento das rochas, mediante a injeção, em alta pressão, de bilhões de litros além de areia e um coquetel de centenas de substâncias químicas tóxicas), como os poços são muitíssimo mais próximos uns dos outros. E, além disso, como a produção declina em poucos anos, cuida-se de uma produção “itinerante”, que acarreta uma paisagem lunar por onde passa, arrasando tudo pelo caminho, desfigurando completamente a paisagem e causando danos incomensuráveis à flora, à fauna e aos recursos hídricos, sem contar a receita mortal que é para a saúde humana.

Logo após a palestra o Advogado e membro da Comissão de Meio Ambiente da OAB Seccional São Paulo Galileu Marinho das Chagas também especialista e estudioso do aquífero Guarani demonstrou sua preocupação com a possível poluição do lençol freático, sobre tudo o aquífero Guarani, nós precisamos de mais estudos, que possa dar condições para saber dos impactos ambientais e finalizou dizendo que todos da região devemos continuar observando para evitar essa poluição da maior reserva de água doce

 

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